quarta-feira, 9 de julho de 2008

Só Sarkozy quer G-13

Dos 22 países que participam da maior cúpula do G-8 desde 1975, apenas oito fazem parte do grupo dos mais industrializados do mundo. Entre as outras 14 nações, estão Brasil, Índia, China, África do Sul e México — o chamado G-5 —, que brigam para fazer parte do seleto bloco. A idéia é apoiada apenas pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy. Ontem, o chefe de Estado norte-americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, se declararam contra a proposta. A premiê alemã, Angela Merkel, já havia se posicionado a favor da manutenção do formato atual do grupo.

“A ampliação do G-8 é algo que não acreditamos ser necessário neste momento”, declarou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, após a inauguração da cúpula, no Japão. Segundo o governo americano, o sistema atual já permite a incorporação de outros países às sessões do G-8. De fato, o G-5 participa das reuniões anuais do grupo desde 2005 como convidado, mas sem poder de decisão.

O premiê italiano, por sua vez, disse que está “convencido” de que se deve manter a composição atual do grupo. “Penso que a maioria (dos países do bloco) quer manter esse formato do G-8, que tem a vantagem de não contemplar um número de presenças excessivas, permitindo assim falar de modo franco e direto”, destacou. Berlusconi disse ainda que Brasil, Índia, China, África do Sul e México são “muito mais que economias emergentes” e “é justo fazer reuniões regulares ampliadas com esses cinco países”.

Para Sarkozy, no entanto, “não é justo nem razoável” que apenas oito países se reúnam para discutir os problemas do mundo. Em entrevista publicada ontem pelo jornal japonês Yomiuri, o francês indicou que o G-8 teria de se expandir para demonstrar que toma decisões “com justiça”. “O G-8 precisa se adaptar ao século 21”, justificou Sarkozy. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Hokkaido às 7h50 de hoje (19h50 de ontem em Brasília). À tarde, ele participaria de um encontro do G-5.

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